11 de nov de 2012

E se nada der certo, a gente escreve uma crônica.




Num dos nossos maravilhosos passeios, minha amiga Claudiana e eu conversávamos sobre a vida. Namoros frustrados, sentimentos, solteirice. Bate-papo gostoso, enquanto aguardávamos o começo do documentário "Música para os olhos" sobre Cartola [super recomendo!]. Até que surge uma proposta indecorosa [minha - claro! Uma sandice daquela só poderia ter partido de mim...rs]:

- Vamos para uma boate. A ideia é não sair de lá enquanto as duas não estiverem acompanhadas.

- Beleza! *Não sei se ela gostou mesmo da ideia ou preferiu topar para não contrariar a louca.

 - E se nada der certo, a gente escreve uma crônica.

Bem... eis-me aqui. Precisa perguntar o resultado? 

Brincadeira! É óbvio que ninguém colocou o plano em prática. Eu queria mesmo era compartilhar a conversa insana. E dizer que, nessa brincadeira de solteira feliz, já se passaram 4 meses. 

Quero mesmo é escrever sobre o que tenho vivido. Toda essa experiência de soleirice tem rendido verdadeiras teses de doutorado!


O plano não foi colocado em prática, mas convite para o safari é o que não falta. E o de ontem foi para uma tal de "festa grega". Nunca compreendi tanto Renato Russo como com relação ao trecho "festa estranha com gente esquisita" de Eduardo e Mônica! 

Parecia uma selva, em pleno centro da capital. E os predadores [adolescentes, em sua maioria] farejando, principalmente, beleza e sexo. Tudo isso enquanto fingiam estar mais preocupados em se divertir, dançando feito epiléticos e bebendo como se não houvesse o amanhã. Patético.

Percebi ontem que já não tenho mais idade pra isso. Talvez nunca tenha tido...

Antes não me dava conta do quão vazio o mundo está. Afinal, estava sempre acompanhada. Além do que, a vida até então tinha sido demasiadamente generosa comigo, colocando em meu caminho pessoas especiais e romances consecutivos. Tinha, portanto, uma espécie de ilusão de que era um ímã que atraía agulhas no palheiro...rs

4 meses e mais nenhuma agulha. Já crônicas... 
 

3 comentários:

L.S. Alves disse...

Ás vezes quando sonho com a solteirice penso, o que eu iria fazer solteiro?
Balada e beber até cair já não é comigo.
Acho que a única fantasia que se realizaria seria ir mais vezes ao teatro e assistir mais filmes clássico/alternativos/de arte.
Um abraço moça e curta sua solteirice.
Vá ao teatro.
Vá ao cinema.
Vá.
Apenas isso.
Um abraço moça.

Claudiana disse...

Esse negócio de festa grega me pareceu mais foi um pressente de grego. Não, amiga, não estás velha, estás seletiva. Sim, amiga, eu toparia a proposta cada uma pro seu lado até que fôssemos quatro. Mas acontece que as gratas surpresas da vida continuam sendo deixadas em embrulhos, literalmente, na porta de casa. E eu embarquei nessa viagem. E, se nada der certo, bate aqui....forever alone. Beijos amiga linda!

Dom Rafa disse...

Festa de grego ou festa de egípcio... Pelo menos foi uma experiência maluca e patética. Mas foi uma experiência diferente. Então está valendo. =)
Enfim... Lembrei um pouco de "Paraísos artificiais"...

Beijos, Flavinha! ;)