30 de mar de 2010

Conte-me um conto.

A mulher perfeita

Nasrudin conversava com um amigo:

– Então, Mullah, nunca pensaste em casamento?

– Muito. – respondeu Nasrudin – Em minha juventude, resolvi conhecer a
mulher perfeita. Atravessei o deserto, estive em Damasco e conheci uma mulher espiritualizada e linda; mas ela não sabia nada das coisas do mundo. Continuei a viagem e fui a Isfahan; lá encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito, mas não era bonita. Então resolvi ir até o Cairo, onde, finalmente, jantei na casa de uma moça bonita, religiosa e conhecedora da realidade material.

– E por que não casaste com ela?

– Ah, meu companheiro! Infelizmente ela também procurava um
homem perfeito.

Paulo Coelho - Contos do Alquimista




Independente do que dizem a respeito (não vou entrar nesse mérito), Paulo Coelho é importante pra mim, pois marcou minha adolescência. Foi por causa da coleção "Contos do Alquimista", lançada há mais de 10 anos por uma revista nacional famosa, que descobri  me dei conta da minha paixão pelas letras. Pensei em jornalismo na época, pois quem me enviava os livretos (a cada mês um volume novo) era o jornalista Sérgio Valinotto (amigo e ex da minha tia). Ele foi a primeira pessoa "estranha" a ler os livros que escrevia na época (bem novela mexicana, diga-se de passagem) e me incentivou bastante a continuar escrevendo. "Você não tem uma veia artística. Tem um cano!". Essas palavras nunca saíram de dentro de mim. Nem ele. Se foi sem saber a importância que teve em minha vida, em minhas escolhas. 


A coleção reúne historinhas curtas de várias religiões do mundo. Repletas de simbologias (adoro!) e lições, são ótimas para postar aqui - de vez em quando - no que apelidei de "Conte-me um conto". Vocês também podem me enviar contos como esses, em seus comentários. Será um prazer trocar figurinhas.
Gosto do conto "A mulher Perfeita", pois através de um simples e curto diálogo, nos faz entender o velho clichê "ninguém é perfeito". Isso vale para todos os tipos de relacionamentos. Não espere demais dos outros, quando você não pode alcançar as espectativas alheias... Em mim, ti, nele, nela: Onde ali falta, acolá sobra. E assim por diante.


27 de mar de 2010

Tsunami



Incrível. Quando a maré de acontecimentos chega, ela nunca está sozinha. Uma verdadeira avalanche, vem trazendo junto tudo de bom e de ruim. Destrói construções, monumentos simbólicos, remonta o espaço, levanta novos monumentos e carrega consigo toda uma história que agora só existirá na memória dos que sobreviveram.

A não-mumificação


Valorizar o passado é uma característica minha. Não quer dizer que viva nele ou dele. Conheço os velhos provérbios, clichês que falam a respeito e concordo com eles. Acontece que também não sou do tipo que queima cartas, embrulha objetos, presentes, fotos e joga tudo num saco plástico preto (no meu caso, como sou ambientalista, seria uma sacola vermelha biodegradável) pra só mexer depois de dois, três anos. Eu cutuco a ferida várias vezes pra sangrar bastante. E como tudo nessa vida é relativo (Einstein que me perdoe, mas adoraria que essa colocação fosse minha!), em algum momento, a dor não vai mais ser sentida. 


Diferente de quem (pensa que) se preserva, eu não uso curativo. Nem mesmo aqueles com maior oxigenação. Motivo: Se, de repente, uma lembrança qualquer surgir (materializada, abstrata, musicada, etc.) sem aviso prévio, lá vai a camada fina de pele - futuro cascão - ser arrancada à força e a dor (até então cessada) dar às caras novamente. Sabe lá quantas vezes, até o acaso decidir: "é chegada a hora da cicatrização". Eu não. Prefiro me expor. Até as impurezas do meio colaboram na criação de anticorpos para os próximos ataques... 

22 de mar de 2010

MANIA DE EXPLICAÇÃO

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.

Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.

As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. 

Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.

Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.
Pouco é menos da metade.
Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. 
Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. 
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.
Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.
Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.
Desatino é um desataque de prudência.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Desejo é uma boca com sede.
Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.

Adriana Falcão

* As frases em vermelho são as que eu mais gostei. Quais as que vocês mais gostaram? 


Gente, essa ilustração linda é da Juliana Motzko. Visitem o perfil e os blogs dela. :)
 

19 de mar de 2010

Épocas da vida


Em alguma época, as mulheres sentavam na porta de suas casas, com seus vestidos e saias rodadas, com anáguas por baixo – enquanto os homens da casa, reunidos em algum canto do bairro (ou até mesmo próximos a elas), conversavam e discutiam o que julgavam importante. Após escurecer, as senhoras entravam e serviam o jantar da família. Em seguida, adentravam em seus quartos e passavam longas horas em frente aos oratórios de madeira, rezando e pedindo aos santos que as decisões de seus homens fossem corretas, da vontade de Deus.

Para telefonar era preciso agendar com antecedência uma ligação e quando finalmente conseguíamos, era um momento único, de extrema felicidade. “Mulher, consegui falar com meu irmão! Ele, a mulher e as crianças estão bem!”. Passamos da fase em que olhávamos na caixa de correios ansiosos por receber alguma carta. Hoje só nos deparamos com contas, folhetos e avisos comunicando reunião de condomínio. Nem a caixa de entrada do e-mail traz alguma frase bolada, algo que alguém tenha escrito especialmente para nós. Só textos encaminhados, correntes, spam...

Há algumas épocas, as fases da vida eram bem definidas. Nascimento, batismo, infância, primeira eucaristia, adolescência, casamento, juventude, filhos. E recomeçava o ciclo...  Hoje está tudo muito solto, sem parâmetros. Já não sabemos até que idade, ao certo, alguém é criança. A infância não é marcada (somente) por brincadeiras inocentes. O ar da meninice agora contém uma certa... malícia. Televisão, videogame, pais cada vez mais novos e inexperientes, descaso, violência, falta de informação, diálogo. Estamos numa era intrigante: passamos pela loucura tribalhista, a perda das rédeas, o liberalismo sexual e agora parece que estamos buscando resgatar as bases sólidas de outrora, um alicerce.

*Já perceberam que as músicas dos países onde essa fase liberalista aconteceu há mais tempo tem falado muito em casamento?! É só prestar atenção. Mas isso é assunto pro Desatinos Musicais.

Em alguma época, os grandes programas eram passeios à tarde, sorvete aos domingos, rodadas de violão na porta de casa, visita à casa dos avós.
Ok, ok. Eu sei que essas coisas ainda existem. Mas são mais raras (o que por um lado é até bom, pois as fazem mais preciosas)!

Só sei dizer que, em alguma época, o tempo passa e você se dá conta de que seus irmãozinhos menores já estão na puberdade e de “sua época” pra cá já ocorreram modificações significativas na história da humanidade e no meio onde vivemos.

Aí bate aquela saudade dos tempos áureos da nossa infância, da professora Raimundinha, de correr pela casa, chorar pra não ir embora da festinha de aniversário. Saudade dos cabelos que eram lindos, compridos, cacheados. Da pele que não tinha nenhuma marca. Da coluna que não doía, da vista que não cansava, das contas que nem existiam e da forma como tudo aparecia em casa sem você se preocupar de que forma. Afinal, por onde anda tudo isso? Os suspensórios, os peões de madeira, as coleções de peteca?

As meninas hoje não ganham diários de 15 anos, ganham viagens para a Disney. As que gostam de escrever, “alimentam blogs”. Os rapazes não esperam mais a semana inteira pra, na festa do final de semana, tentar conquistar aquele “broto” da 8ªC.  Eles entram no msn, fazem sexo virtual e, ao longo da semana, concretizam toda e qualquer fantasia no banheiro da escola. Alguns até pedem pro coleguinha filmar as cenas e jogam no youtube...

Sei que já passamos por tantas fases e nossos filhos também farão as mesmas comparações entre passado e presente, com o mesmo (quem sabe?) saudosismo e nostalgia que hoje tomam conta de mim. Muito do que citei anteriormente não vivi (exceto com relação aos suspensórios), mas escutei mamãe e vovó falarem tanto a respeito que chego a sentir falta, até do que não vivenciei.

Sei que, em alguma época dessas, chegarei na inevitável fase de toda geração, na qual recordarei, resmungando:


“Ah...! Na minha época não era assim!”

18 de mar de 2010


"E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta." 

Clarice Lispector

14 de mar de 2010

Raio X do coração

"Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor."


" O fim nunca é bom, se fosse bom seria o começo..." 

"Sempre falei dela no presente... Será difícil falar no passado..."

"E agora Mercedes? Separados, quem somos? Somos um programa de televisão que saiu do ar e como ninguém desliga o aparelho de TV, fica aquele chiado incomodando no escuro. Somos a lembrança de um beijo que não foi dado. Se você não queria ser infeliz comigo, saberá ser infeliz sozinha?" ...

.:: Divã - O Filme ::.

8 de mar de 2010

Hoje o dia é NOSSO!

Queimamos sutiãs em praça pública, conquistamos a  Lei Maria da Penha e o direito de adentrar no mercado de trabalho e ocupar - cada vez mais - cargos que antes eram 100% masculinos. 

Acordamos cedo, fazemos o café, levamos as crianças para a escola, seguimos para o trabalho e no final do dia ainda encontramos pique para um jantar a dois, brincar com os filhos ou uma cervejinhas com as amigas (sim, nós também podemos!).

Conseguimos falar ao telefone, assistir TV, ler um livro e prestar atenção em tudo que está à nossa volta - sem perder a concentração em nenhuma dessas coisas.

Sabemos chorar copiosamente e com uma simples demonstração de carinho, sorrir feito criança - sem medo de parecer menos mulher por causa disso.

Carregamos dentro de nosso organismo, durante nove meses, outro ser humano e mesmo engordando 15 kgs, é a fase mais bonita de nossas vidas.

Aguentamos furo na orelha logo no primeiro dia de vida, depilação, cólicas menstruais, parto, machismo, violência, insensibilidade masculina e ainda temos que ouvir o péssimo clichê "sexo frágil"...

Sabemos o quanto somos importantes. Não somente para a humanidade, mas para nós mesmas. Nossa constante luta e nossas conquitas não são sempre visíveis. Não são mensais, anuais ou a cada dez anos. São diárias. E eternas.

FELIZ DIA DA MULHER!

"Não se nasce mulher: torna-se." 
 (Simone de Beauvoir)

1 de mar de 2010

CONCEITOS SEGUNDO OS DIFERENTES TIPOS DE CONHECIMENTO

.:: FELICIDADE ::.

Ao se tratar de assuntos humanos, o mais correto seria recorrer à Teoria da Relatividade. Afinal de contas...
Somos tão diferentes!

Diferentemente das ciências exatas, as sociológicas são repletas de pormenores, particularidades. Aprendemos a verbalizar sentimentos, numa tentativa desenfreada de compartilhá-los mais conscientemente.  Criamos, então, os CONCEITOS.



AMOR



TRISTEZA




PAIXÃO


RAIVA






Mas mesmo com essa tentativa de “classificar para universalizar”, alguns verbos permanecem específicos de determinadas culturas.

E mesmo com traduções semelhantes, os significados não são os mesmos.































Dentre todas essas variações (não apenas culturais), existem correntes de pensamento – que são ditadas por diferentes tipos conhecimento.


RELIGIOSO
  



POPULAR



FILOSÓFICO




CIENTÍFICO






FELICIDADE 
A grande busca.
Será?
Afinal de contas, o que é felicidade?!
Antes de responder essa pergunta, devemos nos perguntar: Baseado em que tipo de conhecimento? Grandes personagens da história da humanidade tentaram descrever a felicidade. Alguns representam, portanto, os conhecimento religioso, popular e filosófico.

MAHATMA GANDHI:
  • “A verdadeira felicidade é impossível sem a verdadeira saúde e a verdadeira saúde é impossível sem disciplina.”
  • “Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.”
ARISTÓTELES:
  • “A felicidade consiste em fazer o bem.”
  • “A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.”
LEONARDO DA VINCI:  
  • “A felicidade está na atividade.”
SÓCRATES: 
  • “Tudo aquilo que diz respeito à alma quando submetido à razão, conduz à felicidade.”
BUDA: 
  • “Nem a riqueza, nem a beleza fazem a felicidade. Aquele que ama a Verdade e a Justiça, este sim, é feliz.”
VILLA-LOBOS: 
  • “Um povo que sabe cantar está a passo da felicidade.”
CHARLES CHAPLIN:  
  • “Nos últimos vinte anos conheci a felicidade. Quisera escrever sobre isso, porém, é de amor que falo e o amor está acima de tudo que se possa exprimir.  
HENRY FORD: 
  • “A lei natural é a lei de trabalho e só por meio de trabalho honesto há felicidade e prosperidade.”
AIRTON SENNA: 
  • “Preservo meus valores. Eles são o meu alicerce. Mexer no meu alicerce é um risco que não quero correr. Sou feliz assim.”
STUART MILL: 
  • “Aprendi a buscar a felicidade limitanto meus desejos, ao invés de satisfazê-los.”
ALMIR SATER: 
  • “Cada um de nós compõe a sua história. Cada um carrega em si o dom de ser capaz de ser feliz.”
JESUS CRISTO: 
  • “Felizes e benditos são aqueles que ama o Senhor de todo o coração, com toda a alma  com todas as forças e ao próximo como a si mesmo.”
ABRAHAM LINCOLN:  
  • “Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau da decisão de ser feliz.”
ÉRICO VERÍSSIMO: 
  • “Felicidade é a certeza de que a vida não está passando inutilmente.”
ROUSSEAU: 
  • “A espécie de felicidade de que preciso não é tanto fazer o que quero, mas não fazer o que não quero.”
TALES DE MILETO: 
  • “A felicidade do corpo consiste na saúde, e a do espírito, na sabedoria.”
LUIZ BORGES: 
  • “Uma forma de felicidade é a leitura.”
TEILHARD DE CHARDIN: 
  • “Matéria, Vida e Energia: são as três colunas de minha visão e de minha felicidade interior.”
AUGUSTO COMTE: 
  • “Viver para os outros é não somente a lei do dever como da felicidade.”
PASCAL: 
  • “O prazer dos grandes homens consiste em poder tornar os outros mais felizes.”
DEMÓCRITO: 
  • “Quem faz o homem feliz não é o dinheiro e sim a retidão e a prudência.”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: 
  • “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”
MACHADO DE ASSIS: 
  • “Dinheiro não traz felicidade – para quem não sabe o que fazer com ele.”
SIGMUND FREUD: 
  • “A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.”
ALLAN KARDEC: 
  • “A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.”
FRIEDRICH NIETZSCHE: 
  • “Não é a força mas a constância dos bons resultados que conduz os homens à felicidade.”
MÁRIO QUINTANA:  
  • “Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.”
PAULO COELHO: 
  • “A felicidade às vezes é uma bênção, mas geralmente é uma conquista.”

Para representar o conhecimento CIENTÍFICO, fui em busca de algo que pudesse –  senão fechar uma tese – pelo menos, apresentar uma possibilidade.

Todos sabemos que o CÉREBRO é a máquina-chefe do nosso organismo. Se andamos, comemos, rimos ou choramos , é porque ele nos possibilita a tal.  E como toda máquina, ele precisa de um motor e combustível para funcionar. Pode-se dizer que esse motor são os neurônios e o combustível, os neurotransmissores.

NEUROTRANSMISSOR
Substância química produzida em uma célula do cérebro, o neurônio. É  capaz de conduzir e transmitir uma informação de um neurônio a outro, ou seja, é como um telefone para comunicação entre os neurônios. Essa comunicação se chama sinapse.

Os neurotransmissores são o combustível para o cérebro realizar determinadas funções.

Os clássicos são: acetilcolina, as catecolaminas (dopamina, adrenalina e noradrenalina) e, a artista principal, a serotonina.
SEROTONINA
Substância que implica em depressão,  felicidade, ansiedade e tranqüilidade e em outras diversas áreas do comportamento - como agressividade, raiva, irritabilidade.  Participa também de outras funções do organismo, como apetite, controle de temperatura, sono, náusea e vômitos, sexualidade e, é muito importante no sistema de dor.

Ela é sintetizada no cérebro e no tubo digestivo e armazenada em plaquetas e no sangue.  Muitos remédios são usados para repor a serotonina no cérebro, no combate a diversas doenças.
Ex: os antidepressivos.


A SUBSTÂNCIA DA FELICIDADE?
Importante ressaltar que para a ciência a serotonina não é a causa única e determinante da FELICIDADE. Ela apenas colabora para nosso organismo se sinta bem, em harmonia entre corpo e  mente.  
Porém, existem diversos  outros fatores que impedem essa determinação final. Estresse, distúrbios psicológicos, doenças – inclusive físicas – os próprios problemas cotidianos e a infindável inquietação dos seres humanos com a vida.
Portanto, torna-se praticamente impossível conceituar a tão aclamada FELICIDADE. Sabemos que a buscamos. Sabemos que  conceito existe, pois o criamos, o verbalizamos. Porém, ainda mas somos incapazes de descrever uma classificação final. Talvez porque esta não exista. Reportando-nos à  Eistein...

TUDO É RELATIVO.