27 de mai de 2010

Girândolas - Daniel da Rocha Leite



"Por alguma busca da verdade, por alguma história do mundo, todos nós estamos aqui. Uma casa. Uma cura de uma solidão. Um reencontro de pessoas. Um quebrar de quebrantos. Uma fé. Tu, as tuas palavras. A tua luz. A vida que escreveste no teu destino." 

Esse trecho eu retirei do livro "Girândolas" de Daniel da Rocha Leite, que estou lendo agora. Tive o imenso prazer de ganhar o livro do próprio autor, autografado ainda por cima! O romance tece uma linda história de amor repleta de informações sobre a cultura paraense. Daniel pinta telas da raríssima beleza amazônica e faz prosas poéticas ao longo da viagem a qual acompanho totalmente esbabacada. 

Girândolas conquistou o prêmio Samuel Wallace Mac-Dowell da Academia Paraense de Letras, o que possibilitou sua publicação. O autor também possui outras três obras premiadas, que são: "Águas imaginárias - contos", "Casa de farinha e outros mundos - Literatura Infanto Juvenil" e "Invisibilidades Contos".

Para os céticos de plantão, a mensagem de Roseane Ferreira (publicada no Recanto das Letras, em 25/11/20009): 

"Certamente, ao findar a leiturade Girândolas, há que se concluir concordar com o autor: "Amar, ainda, é um verbo possível.""

26 de mai de 2010

Aos meus amigos



“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. (...) Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso.(...) Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.(...) Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça.



Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto: e velhos, para que nunca tenham pressa.


Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."



(Oscar Wilde)

Essa vai para todos os meus amigos. Aqueles que somem e depois de séculos aparecem e a gente percebe que nada mudou (Claudiana, Talita). Aos que eu vejo só na faculdade e temo que a amizade acabe depois que o curso acabar, pois a gente nunca se procura nas férias ou nos finais de semana (Silvio). Aquelas pessoas ímpares, de integridade e maturidade que parecem mais nossos professores que amigos (Neide). Aos amigos que, por motivos diversos (ou motivo algum), foram embora da minha vida e para meus companheiros de farra. Aos meus amigos literários (Sarinha e Claudiana emplacando mais uma!) e a minha amiga-irmã Renatinha (mais do que nunca agora...). Todos merecem um lugar especial em meu coração, pois todos eles me cativaram por qualidades diferentes e fizeram de mim várias em uma só.  

21 de mai de 2010

Estrada

Descobri que dá para cancelar a exclusão de um blog. Então, eis que o Escarlate ressuscita das cinzas. Melhor assim. Ele não merecia meu abandono. Nem meus fiéis leitores. Um impulso, um lapso agora revertido. Que bom. 


Quanto ao restante da minha vida... prossegue. Novas cores na palheta, novas paisagens e personagens em minha tela. Melhores do que os anteriores? Não. Apenas diferentes. Realidades que me permiti conhecer, porque a vida é MOVIMENTO.


"Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente." (Marta Medeiros)