20 de ago de 2011

Talento

Se hoje eu tenho algum jeito com palavras, saibam que um dia já tive jeito com desenhos:




Acho que eu tinha uns 3 anos quando fiz esse aí. A "tia" pediu para desenharmos nosso papai em homenagem ao dia dele. Detalhe, a única lógica que consegui encontrar foi a cor. Devo ter pensado algo do tipo: "Papai é menino. Cor de menino é azul". Fica a recordação. Minha, dele e nossa.


E aí, gente? Será que deveria ter seguido outra carreira? *rs

13 de ago de 2011

Geração.net




Engraçado me pegar olhando o número de seguidores do meu blog (eles crescem devagar, mas com qualidade - ainda bem!), me empolgar com os novos 'followers' do twitter (esses sim, crescem vertiginosamente e isso me assusta e empolga ao mesmo tempo) e lembrar que há algum tempo eu esperava bastante pra conectar até ouvir aquele barulhinho esquisito e, quando finalmente conectava, eu corria pro mIRC.. pro ICQ.

Antigamente, bem antigamente, os poetas falavam das caixas de correio vazias, que representavam solidão. Hoje ninguém mais recebe cartas (bom, é óbvio que generalizei, né? Eu recebo cartas. Muito esporadicamente e por um caso bem específico, mas recebo) e nem mesmo e-mails são a forma mais comum de comunicação atualmente. 

Hoje se sente sozinho quem conecta no MSN e vê que todos estão offline. Quem não recebe um comentário no blog há séculos. Ou ainda, quem abre o Facebook (porque até o orkut que era febre já tá ultrapassado) e não tem ninguém que te curtiu, pra adicionar ou chamar pelo bate-papo. 

No twitter tudo é tão instantâneo que notícia divulgada de manhã é velha à noite. Sem falar na fugacidade: o que hoje é o boom do momento (#amywinehouse, #sandy, #gianechinni), amanhã é assunto morto. Ninguém mais twitta sobre a Amy... aquele fogo todo da versão ponto-de-quatro da Sandy também já está quaaase apagando. E a superficialidade? Como confiar num avatar pequeno, muitíssimas vezes falso (isso quando não é um ovo ou produto de photoshop), que passa o dia se comunicando com mensagens de no máximo 140 caracteres?

Nunca vamos saber se aquele cara que tem mil seguidores no blog, dez mil no twitter, recebe várias mentions e um bocado de comentários por dia, é uma pessoa realmente legal fora do mundo virtual. 

Começo a achar que muita gente se acha na internet porque lá fora não consegue popularidade. Salvo raras exceções, lógico, quem é que pode alimentar tantas redes virtuais diariamente e ainda manter uma vida social ativa (trabalho, cinema, amigos, família, namoro, faculdade)? Tá... eu sei que dá pra conciliar. Mas nesses casos você percebe quando o perfil não é tão atualizado ou a pessoa some por algumas horas da timeline... 

Bom, mas discussões à parte, que essa geração.net vá bem mais além de twittar que vai tomar banho e reflita sobre essas novas ferramentas, hoje reconhecidamente importantes pra sociedade. E se não fosse essa minha bolha vermelha aqui - eu e meu mundo virtual - eu não teria parido uma outra parte de mim, "meu eu online".



7 de ago de 2011

A doença.

Desde 7 de julho, dia de minha última postagem, estou com uma doença que - de tão avassaladora - me parece incurável. Sento aqui nesta mesa com os olhos voltados para o infinito, o ventilador jogando ar em meu corpo suando frio. Tento me animar, pensar em algo que me traga boas lembranças e, assim, me faça melhorar. Mas nada.

Não há medicamentos para tal enfermidade. E a única cura está dentro de mim. Preciso apenas encontrá-la. Os médicos dizem que ajuda se eu compartilhar meus medos com alguém, é o que estou fazendo agora.

Passei esse mais de um mês camuflando aqui neste blog o que sentia, com posts tão vazios quanto as receitas de bolo que substituíam as matérias censuradas pela ditadura militar. Meus gritos reprimidos de verdade engatavam em minha garganta, mas não passavam dela. Minha mente, principal alvo desta doença "maledita", tentava reverter a situação. Mas quanto mais o fazia, pior era. Melhor teria sido deixar fluir, como estou fazendo agora.

Procurei vários médicos, fiz vários exames. Pensei que tudo estava perdido, até encontrar - sozinha - uma solução: abrir o jogo, soltar o verbo sobre o que realmente me atormenta. Preciso contar o nome desse mal a vocês, até para preveni-los dele.

Estou sofrendo de...

Bloqueio criativo.
Pronto, falei.