22 de dez de 2010

Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você


O Anjo Mais Velho
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli

"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete, a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você


Sei que tenho andado afastada... é que a felicidade tomou conta de mim. Os dias, as horas, a vida, tudo parece finalmente no lugar. Coisas nas quais havia deixado de acreditar retornam com velocidade total a mim. "Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar"

A vida é como O Teatro Mágico: te surpreende a todo instante. A possibilidade de refazer-se, reconstruir-se, reformular-se e fazer de si uma nova casa me mostra é a verdadeira razão de viver. 

Estou vivendo momentos incríveis e o mais louco: conhecendo alguém que já conhecia. Descobrindo manias, revelando costumes, compartilhando experiências, lembranças, tocando feridas, ficando em silêncio, sentindo prazer em apenas saber que aquela pessoa existe. 

Após meses de contagem regressiva, o dia tão esperado chegou. Agora não é mais uma voz, uma imagem do outro lado do computador, uma cartinha no celular anunciando novo SMS. Agora é cheiro, gosto, olhar, gesto... Se isso tudo for um sonho, não quero acordar nunca mais!

9 de dez de 2010

Para quando o arco-íris encontrar o pote de ouro


Ainda faltam 4 dias
Hoje, faltam 4 dias
Eu sei que faltam 4 dias
Mas amanhã faltarão 3
E amanhã, então, eu vou cantar o quê ?
Que ainda faltam 3 dias
Esses que faltam, 3 dias
São os que faltam, 3 dias
amanhã só faltarão 2
Dessa manhã, então, eu vou cantar depois
Agora falta só 1 dia
Falta mais 1 dia
Que bom que só falta mais 1 dia
E amanhã vai virar hoje
Amanhã eu te verei quando ficar de noite
Eu nunca pensei
Enquanto te esperava
Eu sempre te esperei
Mas você não chegava
Amanhã você será a noite
Amanhã eu serei o Sol
Amanhã você verá de noite
Amanhã o que eu verei no Sol ?
Amanhã você dirá de noite
Amanhã o que eu direi pro Sol ?
Amanhã você terá a noite
porque amanhã eu te darei o Sol

(Nando Reis)

4 de dez de 2010

Propaganda: liberdade de expressão ou persuasão publicitária?



Hoje é o dia da propaganda. O jornal O Liberal publicou uma matéria super tendenciosa a respeito do assunto, criticando ONGs entidades governamentais por apoiarem a restrição de anúncios publicitários como forma de persuasão negativa. Álcool, cigarro, alimentos de alto valor calórico, etc. Este blog nunca teve caráter político, partidário, nem mesmo jornalístico (mesmo que escrito por uma aprendiz da profissão). Mas hoje, após ler essa matéria na internet, senti vontade de me manifestar acerca do assunto.

Até concordo que alguns venham com o discurso do direito de expressão. Publicitários, donos das agências de publicidade, o próprio comércio desses produtos... mas um veículo de comunicação? Se posicionar dessa forma? *indignada*

E o pior de tudo: além de ter ficado na cara que a opinião toda se resume em CA$H, o próprio texto se contradiz:

1º trecho: "Atualmente existem 11 projetos no Congresso Nacional que dispõem sobre proibições e restrições à propaganda de determinados produtos. Mas será que os males da sociedade como obesidade, alcoolismo e tabagismo podem ser atribuídos à chamada persuasão publicitária?"

2º trecho: "A opinião é compartilhada por Guto Chady, presidente da ABAP-PA (Associação Brasileira de Agências de Publicidade - Pará). Ele acredita que a restrição na propaganda de alimentos pode ser um 'desastre'. 'A propaganda é persuasiva e a falta dela declina qualquer venda', diz."

Por fim, a apelação

Para ele, os efeitos dessa restrição poderão ser sentidos em vários setores da cadeia produtiva, como restaurantes e produtores, mas o principal prejudicado deve ser o consumidor. "O maior prejuízo é para a sociedade como um todo, que tem na propaganda séria e saudável um alicerce fundamental de informação e elucidamento", explica.


... e o velho discurso


As leis de proibição da propaganda vão de encontro a um dos direitos básicos previstos na Constituição: a liberdade de expressão, que consiste na livre comunicação de ideias e opiniões. "Como base da democracia e da livre iniciativa, a sua proibição ou mesmo contigenciamento têm que ter bases claras de lógica e critério para não cair na inconstitucionalidade", argumenta Chady.

Muito fácil apelar pra esse argumento da liberdade de expressão numa discussão como essa. Quero ver na hora de veicular uma notícia que vá de encontro com os interesses dos anunciantes ou dos donos dos meios de comunicação (que geralmente estão envolvidos na política). Hipocrisia.

Gostaria de deixar claro que citei o jornal O Liberal por conta da matéria publicada hoje, 4 de dezembro, dia da propaganda. Mas tudo que expus vale para os outros jornais locais, que também publicam matérias tendenciosas contando com a idiotização do  leitor / espectador. Mas para a alegria da classe acadêmica, os novos pesquisadores da área não acreditam mais nesse público marionetes de teorias como a da indústria cultural ou da agulha hipodérmica. "Compre batom" e o cara levanta do sofá e vai comprar o chocolate. Olhando por esse lado... Talvez meu post nem faça mais tanto sentido... :)