26 de fev de 2011

Encontros e despedidas



Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida!


Encontros, despedidas, saudade. Palavras muito lidas, escutadas, clichês. Já faz algum tempo que essa música passou a fazer todo o sentido do mundo pra mim. E hoje ela me veio mais forte, como uma punhalada no peito: uma pessoa muito querida está partindo, rumo a uma nova vida em outro estado. 

Na sempre tão cruel despedida, lágrimas e aquela sensação horrível de morte. Mesmo sabendo que é a vida! Bom, mas não foi a despedida em si que me fez chorar, foi o que isso representou pra mim: bravura, ousadia. A certeza de que Deus coloca pessoas na hora certa e no lugar certo em nossas vidas, e fazemos delas pontes para novos caminhos - rumo ao que chamamos de futuro (que, na verdade, é sempre o agora). 

Maria Rita tem razão, são só dois lados da mesma viagem. Enquanto vivo uma relação à distância, ela optou por abdicar de muita coisa para viver a dela fisicamente. Amanhã quem sabe ela volta e serei eu a partir.

Seja feliz, Fênix. Essa é sua natureza, o renascimento. Mande notícias do mundo de lá e não esqueça que aqui nessa cidade quente, úmida e cheia de mangueiras, existe alguém que jamais a esquecerá.

Beijos escarlates, hoje de muita saudade.

3 comentários:

:. Peron .: disse...

Engraçado falares de despedida, dos como se tivesse perdido-a pra morte, mas foi pra vida. Está teve uma Bravura Indômita (sem trocadilhos com o filme), mas pense, além de ter sido uma decisão corajosa, foi uma decisão tomada por ela. Mas me fez lembrar do amigo que perdi a alguns dias, bravura incontestável, dono de um sonho maior que a própria vida, e o melhor, ele sempre procurava realizar seus sonhos, mas sem o direito de escolha, ele teve que partir, que ir, e não deu tempo de se despedir nem de 1/3 dos amigos que ele conquistou. Mas segundo a filosofia de vida dele, ele foi por que aqui ele já concluiu tudo que ele veio fazer nessa terra.

Desculpa, sei que falas da partida para uma nova vida e eu tbm, mas de um jeito mórbido. Mas senti vontade de comentar justamente pela coragem dessa pessoa de sair de onde tem uma vida "estruturada" para encarar uma nova. Isso sim é bravura, ela escolheu mudar. Isso é digno de aplausos de pé, e um quadro cheio de cores.

Beijos.

Sara disse...

A despedida nos despedaça mesmo, mas ainda bem que existe o reencontro, quando juntamos os pedacinhos antigos com os novos que desenvolvemos com a distância. Bjs

Fênix de Fogo disse...

Olá, Srta Escarlate!
Distância não significa nada qdo amamos aqueles que preenchem nossos corações.
E eu penso o seguinte: A despedida nada mais é que uma oportunidade para o reencontro (escrevi isso em meu blog...rsrsr).
Suas palavras me emocionaram muito. Obrigada por todo carinho direcionado a mim, desde o início, desde nosso primeiro encontro em março de 2010.
PS: Lembrei-me de vc no dia 01, pois foi o dia em que a vi pela primeria vez e que ficou para marcar.
Sua amizade só me engrandece.
Beijos de Fogo!!!