A arte salva
Quantas vezes a arte já te salvou? A mim, incontáveis. Ela me salva desde a infância, na verdade. Como quando era pequena e não tinha amigos, mas tinha uma TV onde assistia Chaves e Chapolin todas as tardes com a minha avó, ao chegar do colégio. Nessa época, também desenhava e escrevia. Aliás, por que será que deixamos pra trás esses hábitos de desenhar, colorir, colar, criar? Pensando bem, a sociedade não incentiva isso nos adultos porque seríamos menos produtivos para a grande roda do capitalismo. A arte me salvou aos 15, quando me descobri lésbica. Eu então passei a escutar bem alto, no meu quarto (bem estilo adolescente de filme americano, sabe?), algumas músicas que mais adiante eu entenderia como hinos da comunidade. Artistas que, assim como eu, em algum momento também precisaram escoar toda a dor do preconceito, da incompreensão, da ausência de representatividade ou mesmo da intensidade ou da confusão característica dessa fase da adolescência. Se fechar meus olhos, consigo me ve...

Comentários
quando a cor a desnuda
aqui percebe-se o tom, a cor
e acima de tudo o sabor do amor
bjs.
Li seu texto. Descansei o olhar sobre uma papelada na mesa. Fiquei com algumas palavras nas idéias - e cheguei a balbuciar algumas comigo mesmo.
Sabe eu tingi de tantas cores o meu amor, só pra ele caber de alguma forma na moldura que preparei pra recebê-lo. O que me assusta é que minha tela continua em branco.
Beijos
ps.: Eu sou de Macapá, pertinho né? =D