A arte salva
Quantas vezes a arte já te salvou? A mim, incontáveis. Ela me salva desde a infância, na verdade. Como quando era pequena e não tinha amigos, mas tinha uma TV onde assistia Chaves e Chapolin todas as tardes com a minha avó, ao chegar do colégio. Nessa época, também desenhava e escrevia. Aliás, por que será que deixamos pra trás esses hábitos de desenhar, colorir, colar, criar? Pensando bem, a sociedade não incentiva isso nos adultos porque seríamos menos produtivos para a grande roda do capitalismo. A arte me salvou aos 15, quando me descobri lésbica. Eu então passei a escutar bem alto, no meu quarto (bem estilo adolescente de filme americano, sabe?), algumas músicas que mais adiante eu entenderia como hinos da comunidade. Artistas que, assim como eu, em algum momento também precisaram escoar toda a dor do preconceito, da incompreensão, da ausência de representatividade ou mesmo da intensidade ou da confusão característica dessa fase da adolescência. Se fechar meus olhos, consigo me ve...

Comentários
Hoje, domingo, estou na cidade do Rio de Janeiro, após ontem ter participado de um encontro promovido por bloguistas.
E o interessante foi lembrar que tudo que antes era imaginário tornou-se real. Antes eu teclava com gente que só imaginava no pensamento, e de repente o que era imaginário tornou-se real.
Foi para mim um momento de muita beleza e que passou com passa a felicidade que nos rodeia: Só segundos apenas numa tarde.
Achon que deve-se trabalhar para construir-mos o que desejamos, pois sei que qualquer sonho certamente nada vale, caso não saía do imaginário para ser concretizado na realidade.
Vale a pena conferir...
http://sherimendonca.blogspot.com/2010/08/desvirtualizacao-carioca-aconteceu.html
* ...pensando em Platão e o Mito da Caverna... *
Beijos!
Obrigada pelo comentário na minha postagem.
Todos nós passamos. Cada um escolhe o que lhe cabe e você calou, adoraria encontrá-la para ouvir. Sempre é dífícil mas nada é eterno.
Beijos querida!