29 de out de 2009

Estrangeirismos globalizantes



A influência estrangeira (principalmente a norte-americana) no mundo é visivelmente forte. Isso é espelhado de diversas formas: moda, mídia, culinária, economia e - como não poderia faltar - linguagem. Sabe-se que a língua é viva e se renova constantemente, mas isso é bom ou prejudicial aos países receptores dessa carga de cultura alheia?  

Os meios de comunicação são verdadeiras enzimas catalisadoras no processo de metabolismo lingüístico. “Kits escolares: superfaturamento passa de R$ 7 mi” (Diário do Pará – 04/10/09); “Honduras ameaça retirar status diplomático da embaixada do Brasil” (BBC Brasil – 27/09/09); “Com dose de glamour, bares apostam no sucesso dos coquetéis” (Folha Online – 14/08/09). Até mesmo termos utilizados por jornalistas são predominantemente americanizados. Um leigo dentro de uma redação ficaria perdido (a não ser que fosse americano). “Lead, background, off, fade, feed back, follow up, spot, drops, iceberg, deadline, etc”.   

Existem vários tipos de estrangeirismo Dentre eles, os principais são:  

Galicismo ou francesismo - termos franceses na língua portuguesa: “Abajur, maionese, soutien, marrom, menu, escargot, tricô, marionete, caviar, bijuteria, vitrine, valise, omelete, batom, atelier, diva, creme, camelô, magazine, pivô, guichê, suíte, toalete, buffet, buquê, chofer, bidê, greve, garçom, madame, lingerie, revanche, chalé, dossiê, chique, purê, balé...”.  

Anglicismo - expressões inglesas introduzidas na língua portuguesa: “browser, cowboy, drag queen, home theather, link, mouse, play, piercing, site, ranking, shooping, hot-dog, hit, performance, remix, pub, scrap, delete, e-mail, online, offline, post...”.

Alguém já se perguntou quais os verdadeiros motivos dessa inclusão estrangeira num idioma? Do ponto de vista econômico, a lógica da globalização é exatamente essa: Povos + união = lucro. Professor capitalismo gosta e dá nota 10. Mas e quanto à nossa cultura? Será que a gente não sai perdendo nessa conta? Maquiavel diria que sim. Para ele, a prática não passa de uma das melhores estratégias melhores de destruição da identidade nacional de um povo.

O processo globalizante busca padronizar todas as culturas em apenas uma. Como a comunicação é a chave para a compreensão entre os povos, a busca constante por unidade lingüística torna-se cada vez maior. Se utilizados corretamente, os estrangeirismos agregam valores ao texto. Entretanto, utilizá-los indiscriminadamente pode prejudicar o entendimento da mensagem enviada e colaborrar para a diluição da união cultural de uma nação.

3 comentários:

Gabi disse...

Minha querida, que saudades tinha de ler a tua música... De facto estamos num processo de globalização, globalização a todos os níveis, e aos poucos estamos a perder a nossa identidade, é pena, curiosamente é um ciclo hitórico que se repete. Há quinhentos anos os portugueses iniciaram esse processo com as "descobertas" e as colonizações e agora aqui estou eu, portuguesa a queixar-me de estar a ser colonizada por estrangeirismos e afins... Desejo-te um óptimo fim de semana, e obrigada pelos teus comentários tão queridos. Um beijão muito especial.

Gabi disse...

Amiga, passei para te dizer que no Bipolaridades tenho um presente para ti, passa lá para retirá-lo. Aquele beijinho especial.

Claudiana Soares disse...

E por falar em estrangeirismos... uma pesquisa realizada na mangueirosa identificou que os prédios com nomes estrangeiros têm seus apratamentos vendidos mais rapidamente. Pode??? Abaixo a ignorância! Quero morar no Ed. Arraial do Pavulagem.Rsrsr