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Diagnóstico do amor

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“Sabe aquela coisa diferente, que te faz tremer?“ - Mal de Parkinson. “Sabe aquela coisa diferente, que te deixa com calor?“ - Menopausa. “Sabe aquela coisa diferente, que te faz esquecer de tudo?!“ - Alzheimer.

Feliz.

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E assim de repente, não mais que de repente, ela sente de novo o sopro da vida.

A ti.

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“Ainda não tens nome, cor e nem sexo. Também não sei como é teu rostinho. Tua chegada não tem data marcada, mas é anunciada em sonho, com a mesma alegria que me faz acordar. Sei que um dia abrirei os olhos, durante a madrugada, pra te cuidar. Que eu serei tua paz e tu a minha. E que só tu me trarás a certeza do pra sempre. Não sei em que tempo virás e nem me apresso. Porque sei que em mim já habitas. Há muitos anos. Já és meu."

Ao meu pai.

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'Pai' Palavra pequenininha de grande significado Lembranças engendradas no tempo Erros na tentativa de acertar Vida Aprendizado Afinidade Amor. Que esse dia se repita para nós muitas outras vezes. Eu te amo. Feliz Dia dos Pais!

De repente, classe C

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Sou ex-pobre. Todos querem me vender geladeira agora. O trem ainda quebra todo dia, o bairro alaga. Mas na TV até trocaram um jornalista para me agrada. Eu me considerava um rapaz razoavelmente feliz até descobrir que não sou mais pobre e que agora faço parte da classe C. om a informação, percebi aos poucos que eu e minha nova classe somos as celebridades do momento. Todo mundo fala de nós e, claro, quer nos atingir de alguma forma.  Há empresas, publicações, planos de marketing e institutos de pesquisa exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferências: se gosto de azul ou vermelho, batata ou tomate e se meus filmes favoritos são do Van Damme ou do Steven Seagal. (Aliás, filmes dublados, por favor! Afinal, eu, como todos os membros da classe C, aparentemente tenho sérias dificuldades para ler com rapidez essas malditas legendas.)  A televisão também estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus planos: além do aumento do...

Romance e cinema... no momento certo.

Solteira sim. Sozinha... certamente. E quem foi que disse que solteirice é se colocar numa vitrine? Já passei dessa fase de buscar desesperadamente um tapa-buraco, sair beijando todas as bocas do mundo e, no final da noite, voltar pra casa porre, sozinha e frustrada porque nenhuma daquelas pessoas era a que você tanto buscava. É, produção. Estou solteira. E, pela primeira vez na vida, não por escolha própria. :) Hoje acho que o mais sensato a fazer é olhar pra dentro. A dor muitas vezes funciona como uma descarga elétrica, que te machuca, mas te acorda pra vida. E é como se, de repente, você saísse do automático e todas as sensações lhe fossem novas. Os cheiros, os gostos, as paisagens e até as pessoas que até então eram meras coadjuvantes. Aprendi com o término do meu primeiro casamento que não adianta sair por aí buscando em terceiros o que você tinha com aquela pessoa. Aliás, é preciso aceitar que NINGUÉM será como ela. Poderá ser menos intenso, mais intenso, melh...

Quando a vida parece um filme.

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Sobre a dramaturgia dos dias que ocorrem em nossa vida; capítulos de folhetim que não cessam de inspirar aos novelistas e romancistas de plantão. E sob tais roteiros respiram nossos motivos.  A câmera dos olhos possui alguns bons recursos: foca, enquadra, escolhe, exclui, desfoca. Pelas janelas dos olhos e de outros sentidos, pois cada sentido possui suas janelas por onde passa o mundo, assistimos e atuamos nesta grande obra aberta que é a vida; este imenso folhetim com direito a cenário e toda a ficha técnica de qualquer grande produção.  Com a sofisticação da dramaturgia da vida que supera, inúmeras vezes, em impacto e melodrama, muitas ficções, e nos cabe a missão de aprender a estrear nela sempre, como fazem o sol, a lua e outros milenares astros. (trecho retirado do livro "Parem de falar mal da rotina", de Elisa Lucinda)
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Não sei que é mais ilusório s e a saudade ou a esperança pois ambas são memórias engendradas no tempo a primeira no tempo passado a segunda no tempo futuro – a memória gira transtemporal assim... como num carrossel de ilusões. (Wanda Monteiro)

Cuidar.

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Venho me perguntando, há alguns dias, qual o real significado da palavra cuidar. Num desses dicionários online encontrei os mais malucos sinônimos: cismar, cogitar, discorrer, matutar, meditar, pensar, ponderar, raciocinar, refletir... e até ruminar! Quando gaúcho diz "cuida!", ele quer dizer pra você prestar atenção no que está fazendo. Seja na hora de atravessar a rua ou pra que você perceba algo errado que pode estar fazendo.  Mas nenhum desses significados tem a ver com o que eu penso ser o verdadeiro "cuidar".  Cuidar vem de cuidado, que - por sua vez - significa ter cautela, prestar atenção. Se eu vou ter uma conversa importante com alguém, preciso ter cautela para usar as palavras certas. Se eu amo alguém que não quero machucar, devo prestar atenção no que faço ou deixo de fazer para que essa pessoa não se machuque. Isso é cuidar. Todo mundo aprende desde cedo a expressão "tomar cuidado". Depois cresce e aprende a tomar de tudo, da tequila à c...

Dentro

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A quele dia em que você simplesmente não quer... Pensar Ser Estar Fazer Quer apenas sentir Deixar-se sentir O que o pensamento descobre a palavra encobre o sentimento permite e o olhar revela.
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Você vai entrar pela porta que eu deixei entreaberta, há uma hora que eu não descolo os olhos da luz de neon do hall que se filtra como um prenúncio da tua chegada. Antes de você chegar você já chega como uma nuvem que vem na frente, antes de você chegar eu ouço tua ansiedade vindo, tua luz, teu som nas ruas, teu coração batendo mais forte porque vai me encontrar… Eu sei que minha presença te fará nervosa, tuas mãos ficam úmidas, sei que você se arrumou melhor para me ver, sabe dos vestidos que eu gosto, botou uma calcinha sexy por via das dúvidas, eu sei que você sabe que eu sei de tudo que você era e que teu único tesouro é o que eu não sei mais… mulher… por isso, teu peito dispara e você vem vindo pela rua sem ar, e você vem e você chega e entra quebrando o realismo da sala, quando você entra muda tudo, a casa fica diferente, as cadeiras se movem, os vasos de rosa voam no ar, as mesas rodam, rodam e eu começo a perder o controle da minha solidão; sozinho eu me seguro, mas você chega...

Delírios científicos na academia

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Sempre quis entrar pra história. Perpetuar uma grande ideia que em algum momento foi revolucionária. Ter meu nome na lista dos que contribuíram para a ciência. Ser referência em algum assunto (talvez em grande parte por ego).  O fato é que criança, adoro pensar nas coisas da vida. Analisar as pessoas (principalmente as menos comuns), prestar atenção nos fenômenos naturais e assistir filmes que me instiguem a adquirir mais conhecimento. E essa fome pelo desconhecido até hoje me captura nos mais diversos momentos do dia: no ônibus, andando pela rua, numa mesa de bar, deitada em minha cama, na frente do computador e... hoje inaugurei um novo espaço de reflexão: academia. Não muito empolgada, saí de casa pela manhã, para malhar e acabei encontrando uma velha amiga, com quem sempre adorei conversar. Bate-papo pra lá, bate-papo pra cá... começamos no chocolate de Gramado e passamos pra filmes, séries, até que aprofundamos em assuntos tão malucos abstratos que se alguém prestou ate...

Delírios consumistas no consultório médico

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Acho que todo consultório médico deveria ter livros ao invés de TV ligada e revistas de fofoca. Aliás, essas em especial. Elas ativam uma parte muito consumista do nosso cérebro e pode causar delírios. É sério. Com a consulta desmarcada um milhão de vezes por conta da correria diária, hoje finalmente arrumei um tempo para cuidar da minha saúde, pedir exames de rotina e essas coisas que toda mãe recomenda e a gente raramente ouve. Sentada na sala de espera, sem meu fone de ouvido que hoje havia esquecido em casa, olhei para o lado e elas me fitavam. Desconfiadas, as revistas de fofoca queriam interagir comigo e eu relutando. Até que o tédio... tá, confesso... até que uma bizarra curiosidade pela vida alheia tomou conta de mim. E eu capturei uma, furtivamente. As outras moças ao meu lado nem desconfiaram. Entre tantos papos de doenças, nem me notaram. E eu mergulhei num universo novo, nunca antes explorado por mim: o mundo do GLAMOUR. Soube da vida de muitos famosos. Me deparei com bo...

A "boazinha" e a queda da visão cartesiana

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Não sei a partir de que momento ganhei o estigma de 'boazinha' na empresa em que trabalho. E, muito menos, quando o aceitei sem grande discórdia. Afinal de contas, que mal haveria de ter ser uma pessoa boa? Cresci aprendendo que desejar o bem alheio faz parte da fórmula da felicidade. E a responsável por todo esse processo de aprendizado (mamãe) usou comigo a técnica mais eficaz que os pais podem usar na educação dos filhos: agir como gostaria que eles agissem. E, assim sem muito esforço, fui deixando de achar ridículo ela chorar na frente da TV assistindo casos sensacionalistas e programas de auditório que presenteiam um pobre coitado em um milhão e nos faz achar que o mundo é um pouco melhor do que parece.  Pior do que tudo isso: me peguei várias vezes chorando junto com ela. Nos olhamos e rimos juntas quando acontece.    Mas, como dizia no começo, não sei a partir de que momento as pessoas do meu trabalho começaram a perceber essa característica em mim e me r...

Quando a palavra cala.

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Quando tudo mais parece ter sido dito, quando os conflitos internos se dissipam bem antes de sentar para escrever, quando você se acha tão autossuficiente que exprimir em palavras algumas situações parece desnecessário, é o momento de admitir que existe um problema. E de que ele é bem maior do que seus questionamentos de outrora. Palavras não cessam. Elas pausam. E se você, em algum momento, se imaginar desprovida de ideias para escrever, é talvez quando elas mais precisem de um pequeno empurrão seu para fluir. E continuar fluindo. Já faz bastante tempo que não posto nada aqui. Já vi alguns casos assim de abandono: Começam com a diminuição de frequência dos posts, depois a poeira reina e aí... pobrezinho! Mais um órfão na blogosfera. Não quero que o Escarlate passe por isso.   Mas é que antes de entrar na TV, eu tinha tempo para desenvolver as ideias. Hoje elas surgem e até eu resolver um dia inteiro, elas somem. Isso depois de ter lido tantos sites, blogs, textos inst...

Linha do Tempo

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A vida e suas passagens. Mais um capítulo da minha está chegando ao fim. O virar outra página, a expectativa do novo, a nostalgia do que ficou guardado no bauzinho de memórias. Foram 4 anos, não 4 semanas, ou 4 meses. A lembrança de quando entrei na faculdade ainda está bem viva em mim. Aparelho nos dentes (que estou tirando este mês), espinhas no rosto, a insegurança de quem está apenas começando... e um ideal no olhar de menina. Valeu a pena cada noite em que, após longo dia de trabalho, eu me obriguei a ir à aula, cada vez que precisei abdicar de finais de semana ou feriados para estudar, fazer trabalho, cada pequeno esforço (inclusive, financeiro) agora se materializa e me retribui. Para quem não conhece minha história, pode parecer exagero um post sobre formatura. "Ora bolas, tanta gente se forma e não faz parecer que ganhou na loteria ou entrou pro Guiness!". Mas eu conto pra vocês um pouquinho, pra que entendam melhor. Posso? :) Cresci numa família simples. Nã...

Adeus, twitter!

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Um dia já tive minha foto como avatar no twitter. Um dia já twittei revoltas, alegrias e tristezas, mencionei  pessoas e já fui mencionada... Algumas vezes perdi followers e nunca conseguia advinhar quem eram ou por que deixaram de me seguir. Já li MUITA coisa inteligente (na verdade, acho que algumas pessoas estão se perdendo de tão criativas que são). Já li porcaria. E abstraí, pois internet é isso mesmo: muita informação junta, pra você decidir o que te interessa de fato. E, depois de toda essa experiência de vida cibernética, eu aprendi uma lição: o twitter, como qualquer outra ferramenta midiática, é uma faca de dois gumes. Você pode (ou não) usá-la a seu favor. Jornalisticamente, publicitariamente ou como você souber fazer. Acontece que exposição gratuita na internet pra mim é, além de desnecessário, um tiro pela culatra. Uma auto-propaganda negativa. Quem iria contratar uma pessoa que escreve errado, que demonstra instab...

Talento

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Se hoje eu tenho algum jeito com palavras, saibam que um dia já tive jeito com desenhos: Acho que eu tinha uns 3 anos quando fiz esse aí. A "tia" pediu para desenharmos nosso papai em homenagem ao dia dele. Detalhe, a única lógica que consegui encontrar foi a cor. Devo ter pensado algo do tipo: "Papai é menino. Cor de menino é azul". Fica a recordação. Minha, dele e nossa. E aí, gente? Será que deveria ter seguido outra carreira? *rs

Geração.net

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Engraçado me pegar olhando o número de seguidores do meu blog (eles crescem devagar, mas com qualidade - ainda bem!), me empolgar com os novos 'followers' do twitter (esses sim, crescem vertiginosamente e isso me assusta e empolga ao mesmo tempo) e lembrar que há algum tempo eu esperava bastante pra conectar até ouvir aquele barulhinho esquisito e, quando finalmente conectava, eu corria pro mIRC.. pro ICQ. Antigamente, bem antigamente, os poetas falavam das caixas de correio vazias, que representavam solidão. Hoje ninguém mais recebe cartas (bom, é óbvio que generalizei, né? Eu recebo cartas. Muito esporadicamente e por um caso bem específico, mas recebo) e nem mesmo e-mails são a forma mais comum de comunicação atualmente.  Hoje se sente sozinho quem conecta no MSN e vê que todos estão offline. Quem  não recebe um comentário no blog há séculos. Ou ainda, quem abre o Facebook (porque até o orkut que era febre já tá ultrapassado) e não te...

A doença.

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Desde 7 de julho, dia de minha última postagem, estou com uma doença que - de tão avassaladora - me parece incurável. Sento aqui nesta mesa com os olhos voltados para o infinito, o ventilador jogando ar em meu corpo suando frio. Tento me animar, pensar em algo que me traga boas lembranças e, assim, me faça melhorar. Mas nada. Não há medicamentos para tal enfermidade. E a única cura está dentro de mim. Preciso apenas encontrá-la. Os médicos dizem que ajuda se eu compartilhar meus medos com alguém, é o que estou fazendo agora. Passei esse mais de um mês camuflando aqui neste blog  o que sentia , com posts tão vazios quanto as receitas de bolo que substituíam as matérias censuradas pela ditadura militar. Meus gritos reprimidos de verdade engatavam em minha garganta, mas não passavam dela. Minha mente, principal alvo desta doença "maledita", tentava reverter a situação. Mas quanto mais o fazia, pior era. Melhor teria sido deixar fluir, como estou fazendo agora. Procurei vários...