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Mostrando postagens de agosto, 2026

Onde eu fui parar?

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Minha intensidade sempre gritou  e teve uma época em que eu não tinha escolha  a não ser ouvir Vivia cada dia como se fosse o último Aspirava o ar das calçadas lotadas de gente vazia E aquilo preenchia momentos Costumava sorver até a última gota de vida, de álcool, de suor e tudo que se liquefizesse Num desespero de sentir sempre mais Entre bares, pessoas, lugares E uma infinidade de sentimentos Eu me achava E me perdia Perdia a hora, a cabeça, a razão Perdia a noção Perdia a chance, a vergonha, a certeza Perdia a mão Quando decidi que não mais me permitiria A vida entrou nos trilhos Mas alguma coisa em mim descarrilhou Pra sobreviver, inventei uma outra versão de mim Uma que não dá defeito Só satisfação Não troca a noite pelo dia Não perde a hora, a cabeça, a razão  Não perde a noção Não perde a chance, a vergonha, a certeza Não perde a mão Mas o excesso de lucidez me levou pra onde eu não mais me encontro Vivo em algum lugar entre o que fui e o que gostaria de ser E sin...