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"Essa não é a versão final" 🎶🔗

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Eis agora meu novo hiperfoco: escrever música, criar melodia e clipe na famigerada IA. Vou continuar brincando e pretendo compartilhar aqui os links pro meu canal do YouTube, onde postarei minhas produções.  Ah, importante: sei que a inteligência artificial é capaz de criar tudo, inclusive letras de música, livro, etc. Mas no meu texto, ela não toca. Não peço nem pra ela corrigir, porque já tentei fazê-lo e ela modificou levemente. Não arrisco mais. Eu mesma corrijo e se tiver alguma coisa errada, sem coerência ou coesão, ignorem.  É só um hobby, não pretendo ganhar dinheiro com isso (não que não fosse adorar..rs). Link:  Essa não é a versão final

Esta ainda não é a versão final

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Minha intensidade sempre gritou  e teve uma época em que eu não tinha escolha  a não ser ouvir Vivia cada dia como se fosse o último Aspirava o ar das calçadas lotadas de gente vazia E de algum modo aquilo me preenchia Costumava sorver até a última gota de vida, de álcool, de suor e tudo que se liquefizesse Num desespero de sentir sempre mais Entre bares, pessoas, lugares E uma infinidade de sentimentos Eu me achava E me perdia Perdia a hora, a cabeça, a razão Perdia a noção Perdia a chance, a vergonha, a certeza Perdia a mão Quando decidi que não mais me permitiria A vida entrou nos trilhos Mas alguma coisa em mim descarrilhou Pra sobreviver, inventei uma outra versão de mim Uma que não dá defeito Só satisfação Não troca a noite pelo dia Não perde a hora, a cabeça, a razão  Não perde a noção Não perde a chance, a vergonha, a certeza Não perde a mão Mas o excesso de lucidez me levou pra onde eu não mais me encontro Vivo em algum lugar entre o que fui e o que gostaria de s...

Mãos para o alto, isso é uma memória!

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Hoje eu fui completamente tomada pelo que eu chamaria de "memória assaltante". Funciona mais ou menos assim: você está compenetrado em alguma atividade de trabalho ou, sei lá, fazendo qualquer outra coisa aleatória como ler um livro ou aguardar o semáforo abrir. Daí, simplesmente do nada, você é sugado para dentro de alguma realidade distante e recupera imagens, sons e até cheiros! Lembranças de tempos longínquos que já nem sabia que existiam. É como se alguém abrisse a tampa de alguma caixinha de sua memória, sabe? Comecei a ter esse tipo de experiência (pelo menos, a notar que tenho) há mais ou menos uns 2 anos, depois que iniciei meu processo de análise. Da primeira vez, recordei, do nada, que já havia pilotado uma moto. Ponto final na frase, que antes tinha uma vírgula por motivos de demonstrar que só essa informação pra mim já é demais. Só que não parou por aí: eu não usei capacete e - pior ainda - nunca tive habilitação. Salvo engano, fiz aquilo mais de uma vez. Sempre ...

A Escritora Genial

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Fui profundamente e irreversivelmente atravessada por uma leitura - não me resta, portanto, outra alternativa senão escrever sobre ela. É neste momento que você que me conhece começa a revirar os olhos. Sim, estou novamente falando da Elena Ferrante (🫣). Mais especificamente, da tetralogia napolitana iniciada com "A amiga genial". É que ela simplesmente dividiu meu mundo literário em antes e depois dela. 🤯🧠🖋📚💛 Li algumas resenhas no Skoob sobre a obra e me impressiona como alguns leitores conseguem reduzi-la a uma amizade tóxica entre duas amigas. Me parece injusto inclusive com elas. Tudo bem que o vínculo de Lila e Lenu é notadamente o eixo central da narrativa, mas vai muito além dele. Ferrante constrói, através da perspectiva da Lenu, um universo repleto de camadas emocionais, sociais, existenciais, políticas, filosóficas e psicanalíticas. Sinceramente: como ela consegue? Não é papo de fã. Posso constatar a genialidade da autora com mais segurança agora, tendo termi...

Diversão – A etimologia e no que eles a transformaram

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Hoje eu escutava um audiolivro (um de meus hiperfocos do momento) quando parei (simplesmente fiquei travada) numa informação: a etimologia da palavra “diversão” — do latim diversio , diversiones , que significa “mudança de direção” ou “afastamento”. Achei, no mínimo, inusitada essa associação entre a palavra e seu significado primeiro, digamos. Então quer dizer que divertir-se carrega o sentido oculto (sim, hoje definitivamente oculto — e até suspeito que a culpa disso seja o famigerado capeta lismo...) de virar para o outro lado ou desviar. Vou mais longe: então todas as vezes que eu ou você mudamos de ideia, de rota, de profissão, de emprego, enfim, fugimos de qualquer caminho supostamente reto ( ad infinitum ), estamos nos divertindo? Curioso. Incrível. Acredito que tal entendimento tenha me atravessado por reconhecer que, ao longo de 41 anos, mudei e continuo mudando muito de ideia, de direção, até de cidade, estado, de planos, etc.  Me incomodou um pouco, confesso, que a socie...