Quantas vezes a arte já te salvou? A mim, incontáveis. Ela me salva desde a infância, na verdade. Como quando era pequena e não tinha amigos, mas tinha uma TV onde assistia Chaves e Chapolin todas as tardes com a minha avó, ao chegar do colégio. Nessa época, também desenhava e escrevia. Aliás, por que será que deixamos pra trás esses hábitos de desenhar, colorir, colar, criar? Pensando bem, a sociedade não incentiva isso nos adultos porque seríamos menos produtivos para a grande roda do capitalismo. A arte me salvou aos 15, quando me descobri lésbica. Eu então passei a escutar bem alto, no meu quarto (bem estilo adolescente de filme americano, sabe?), algumas músicas que mais adiante eu entenderia como hinos da comunidade. Artistas que, assim como eu, em algum momento também precisaram escoar toda a dor do preconceito, da incompreensão, da ausência de representatividade ou mesmo da intensidade ou da confusão característica dessa fase da adolescência. Se fechar meus olhos, consigo me ve...
Comentários
parabéns, Flávia!
Beijos
Mas a intenção era exatamente essa.
É verdade, ela é muito bonita mesmo. Obrigada! Beijinhos! :*
Beijos a todos!
As vezes um sentimento concorre para o infinito, aquele sentimento bonito posto através das palavras.
Eu aprendi a te admirar através da força e da fraqueza que percebo sempre existente em ti.
Eu acredito que quem souber lidar contigo terá mesmo sem nada o mundo inteiro nas mãos.
Eu sei quem você é,
e te admiro.
Bjo.