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Feliz.

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E assim de repente, não mais que de repente, ela sente de novo o sopro da vida.

A ti.

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“Ainda não tens nome, cor e nem sexo. Também não sei como é teu rostinho. Tua chegada não tem data marcada, mas é anunciada em sonho, com a mesma alegria que me faz acordar. Sei que um dia abrirei os olhos, durante a madrugada, pra te cuidar. Que eu serei tua paz e tu a minha. E que só tu me trarás a certeza do pra sempre. Não sei em que tempo virás e nem me apresso. Porque sei que em mim já habitas. Há muitos anos. Já és meu."

Ao meu pai.

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'Pai' Palavra pequenininha de grande significado Lembranças engendradas no tempo Erros na tentativa de acertar Vida Aprendizado Afinidade Amor. Que esse dia se repita para nós muitas outras vezes. Eu te amo. Feliz Dia dos Pais!

De repente, classe C

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Sou ex-pobre. Todos querem me vender geladeira agora. O trem ainda quebra todo dia, o bairro alaga. Mas na TV até trocaram um jornalista para me agrada. Eu me considerava um rapaz razoavelmente feliz até descobrir que não sou mais pobre e que agora faço parte da classe C. om a informação, percebi aos poucos que eu e minha nova classe somos as celebridades do momento. Todo mundo fala de nós e, claro, quer nos atingir de alguma forma.  Há empresas, publicações, planos de marketing e institutos de pesquisa exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferências: se gosto de azul ou vermelho, batata ou tomate e se meus filmes favoritos são do Van Damme ou do Steven Seagal. (Aliás, filmes dublados, por favor! Afinal, eu, como todos os membros da classe C, aparentemente tenho sérias dificuldades para ler com rapidez essas malditas legendas.)  A televisão também estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus planos: além do aumento do...

Romance e cinema... no momento certo.

Solteira sim. Sozinha... certamente. E quem foi que disse que solteirice é se colocar numa vitrine? Já passei dessa fase de buscar desesperadamente um tapa-buraco, sair beijando todas as bocas do mundo e, no final da noite, voltar pra casa porre, sozinha e frustrada porque nenhuma daquelas pessoas era a que você tanto buscava. É, produção. Estou solteira. E, pela primeira vez na vida, não por escolha própria. :) Hoje acho que o mais sensato a fazer é olhar pra dentro. A dor muitas vezes funciona como uma descarga elétrica, que te machuca, mas te acorda pra vida. E é como se, de repente, você saísse do automático e todas as sensações lhe fossem novas. Os cheiros, os gostos, as paisagens e até as pessoas que até então eram meras coadjuvantes. Aprendi com o término do meu primeiro casamento que não adianta sair por aí buscando em terceiros o que você tinha com aquela pessoa. Aliás, é preciso aceitar que NINGUÉM será como ela. Poderá ser menos intenso, mais intenso, melh...

Quando a vida parece um filme.

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Sobre a dramaturgia dos dias que ocorrem em nossa vida; capítulos de folhetim que não cessam de inspirar aos novelistas e romancistas de plantão. E sob tais roteiros respiram nossos motivos.  A câmera dos olhos possui alguns bons recursos: foca, enquadra, escolhe, exclui, desfoca. Pelas janelas dos olhos e de outros sentidos, pois cada sentido possui suas janelas por onde passa o mundo, assistimos e atuamos nesta grande obra aberta que é a vida; este imenso folhetim com direito a cenário e toda a ficha técnica de qualquer grande produção.  Com a sofisticação da dramaturgia da vida que supera, inúmeras vezes, em impacto e melodrama, muitas ficções, e nos cabe a missão de aprender a estrear nela sempre, como fazem o sol, a lua e outros milenares astros. (trecho retirado do livro "Parem de falar mal da rotina", de Elisa Lucinda)
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Não sei que é mais ilusório s e a saudade ou a esperança pois ambas são memórias engendradas no tempo a primeira no tempo passado a segunda no tempo futuro – a memória gira transtemporal assim... como num carrossel de ilusões. (Wanda Monteiro)