Quantas vezes a arte já te salvou? A mim, incontáveis. Ela me salva desde a infância, na verdade. Como quando era pequena e não tinha amigos, mas tinha uma TV onde assistia Chaves e Chapolin todas as tardes com a minha avó, ao chegar do colégio. Nessa época, também desenhava e escrevia. Aliás, por que será que deixamos pra trás esses hábitos de desenhar, colorir, colar, criar? Pensando bem, a sociedade não incentiva isso nos adultos porque seríamos menos produtivos para a grande roda do capitalismo. A arte me salvou aos 15, quando me descobri lésbica. Eu então passei a escutar bem alto, no meu quarto (bem estilo adolescente de filme americano, sabe?), algumas músicas que mais adiante eu entenderia como hinos da comunidade. Artistas que, assim como eu, em algum momento também precisaram escoar toda a dor do preconceito, da incompreensão, da ausência de representatividade ou mesmo da intensidade ou da confusão característica dessa fase da adolescência. Se fechar meus olhos, consigo me ve...
Comentários
É sempre muito prazeiroso quando adentramos num ambiente totalmente formado com os requintes de um bom gosto apurado. Diria bem gostoso para os adeptos da beleza da arte como um todo. E aqui, há beleza singela criada pelo seu bom gosto praticamente irretocável. As letras em branco traz a paz do vermelho como cor predominante do amor, e das paixões, acrescida com o fogo da força da beleza conjunta que apraz o descanso do eu.
Fogo, água, terra, elementos básicos quando se almeja compor o que nos acresce entre encontros e desencontros, que a própria existência traz desafiando-nos a encontrar a essência que sempre buscamos à partir do momento em que nascemos. Um encontro com um ponto de equilibrio que venha a mostrar-nos a nossa beleza adiante, ou frente aos olhos do regozijo d'alma.
Parabéns Escarlate!
Lis.